Tédio Faz mal a saúde

5 12 2011

O artigo “Ah, o tédio” recomenda, como medida terapêutica, que nos desliguemos da Internet para arrefecer, respirar e repensar o rumo. Eu defendo essa bandeira e prego essa filosofia sempre que o assunto aparece em reunião familiar ou roda de bar. Mas a agonienta mensagem que se esgueira no texto é de que a vida offline mostra-se irremediavelmente tediosa! A entrevistada chega a afirmar que, com um celular na mão, “não teremos mais momentos de monotonia nem períodos em que simplesmente não teremos nada para fazer”. Ela declara que a vida tende a ser extremamente penosa se não pudermos, a qualquer momento, postar uma foto, comentar um acidente ou registrar uma visita a um ponto turístico.

Tédio e monotonia nem sequer aparecem entre aspas e ambos (perguntem ao Houaiss!) exprimem um estado de aborrecimento profundo, avizinhando-se da depressão. “Curtir” momentos como esses (curtir? Facebook?) pareceu-me bastante deletério para alguém que precise parar um pouco e, como preferiu usar a diretora da Intel, reinicializar o cérebro para seguir em frente com novo combustível e novas ideias.

Minha avó costumava dizer que “mente vazia é oficina do diabo”. Não vou entrar no mérito de discutir a existência de forças superiores antagônicas e sua influência em nossas vidas. Mas, quem quer que tenha passado por uma tarde em casa com absolutamente nada de prazeroso pra fazer sabe que o tédio age diretamente no corpo, podendo causar alucinações, acessos de loucura ou vontade de comer parede.

Talvez eu deva dar crédito a uma galhofa do repórter em sua tradução das palavras da antropóloga, mas, qualquer que tenha sido a causa da distorção, será necessário perverter a acepção de tédio e transformá-lo em ócio, o dolce far niente, a boa e velha vagabundagem.

No final do último século, o professor Domenico De Masi popularizou o conceito de Ócio Criativo, defendendo que o descanso do trabalho deve estar “associado à criatividade, à liberdade e à arte.” Concordo que é uma bela filosofia, mas o ócio que trago à tona é pouco ou nada criativo. É um momento solene em que celebramos o nada-a-fazer, olhando para o teto, em estado avançado de preguiça caýmmica.

A gama de atividades extra-Google que interessam e satisfazem é extensa. Namorar no sofá, olhar o filho montar um dragão com peças quadradas de monta-tudo, escutar a chuva na varanda, hipnotizar-se com o barulho dos ganchos da rede, esfregar os pés no carpete com um sorriso idiota no rosto (John McClane tinha razão…), ler um livro deitado na cama, afinar o violão (pra um dia aprender a tocar) ou tranquilamente esperar o achocolatado afundar no leite antes de bebê-lo. E, se a sensação de inércia vem me incomodar, simplesmente penso que existe tempo para todas as coisas. Pois que entrem na fila!

Para melhor aproveitamento dessa fórmula, o universo de coisas das quais precisamos nos desligar deve extrapolar a nuvem cibernética. Também compõem o leque preocupações diárias mundanas e qualquer outra chateação oportunista que venha atormentar nosso sofrido juízo. O filho atacou a dentadas o colega na escola? Despluga! Tem festa de criança sexta à noite? Desconecta! A esposa quer ficar o sábado inteiro (com você!) tostando na praia? Relaxa! Lembre-se de que há sempre escolhas. Faça a sua e viva tranquilamente com ela.

Um amigo observou uma vez, com ar de piada, que, nos últimos anos, transformamo-nos em “ciborgues funcionais”. Corretíssimo! Ficamos atrapalhados quando não encontramos no bolso um mapa, um GPS, uma enciclopédia, um dicionário ou um conversor de moedas. É saudável nos darmos momentos de vida “selvagem”, sem gadgets e sem eletrônicos, mas convém tomar cuidado para não sermos tragados pela falácia de que “essa modernidade está destruindo nosso modo de vida”. Facilidades tecnológicas devem, sim, ser usadas sempre que for conveniente, quer por diversão quer para outras necessidades não tão recreativas. E, como falou o velho filósofo chinês, nós precisamos ser os controladores e não os controlados.

Em várias ocasiões, li que, por influência da Internet, a atual geração é dispersa e superficial. Essa questão é um terreno árido de vias cáusticas. Supostos vilões como a eletricidade, o automóvel, a Bossa Nova, o Rock’n Roll, a queima de sutiãs e o movimento gay são ícones de revoluções que mostraram ao mundo a postura que muitas pessoas começaram a querer adotar. E, naturalmente, esses conceitos mostraram-se positivos e aderiram à miríade de opções que farão parte da nossa bagagem de escolhas ao longo de nossa existência.

Se a imersão no ciberespaço preocupa, cabe a nós, assim como fazemos com qualquer outra matéria, evidenciar aos filhos, sobrinhos, professores, amigos e colegas os possíveis efeitos de suas decisões, para que tenham substância e possam trilhar sabiamente seus caminhos.

O medo ancestral de novidades e de suas “nefastas consequências” foi essencial para a sobrevivência da espécie humana mas, na aurora do século XXI, já podemos adaptá-lo para que deixe de ser um entrave. O que falta agora? Vão começar a dizer que eu não posso ter renovação celular artificial e que eu não posso viver para sempre?

Vou xingar muito no Twitter…

(Texto de: David Sant’ Ana – G+)

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Felicidade… Icso non ecziste!

9 10 2009

O que é felicidade?76314612

Acepções
■ substantivo feminino
1 qualidade ou estado de feliz; estado de uma consciência plenamente satisfeita; satisfação, contentamento, bem-estar
2 boa fortuna; sorte
Ex.: para sua f., o ônibus atrasou, e ele pôde viajar
3 bom êxito; acerto, sucesso
Ex.: f. na escolha de uma profissão

Fonte: Dicionário Houaiss

Pois é, extremamente subjetivo como se pode perceber pela definição do dicionário.

Vivemos nossa caminhada buscando isso, algo subjetivo, eivado de valores íntimos do real sentido de FELICIDADE.

Nos meus “vinte e poucos anos” aprendi a realmente deixar de buscar esse valor tão carente de definição objetiva. Parei de seguir o senso comum e dizer “quero ser feliz”.

Hoje acredito apenas, que felicidade é uma sensação, um estado de perfeita harmonia. Harmonia é o gancho que eu acredito estar ligado à questão da felicidade.

Por exemplo:

Você está bem no seu emprego, pois ganha bem, faz o que gosta, tem perspectivas de crescimento profissional (não estou falando de crescer necessariamente dentro da organização). Logo está satisfeito e na zona de conforto.

Possui amigos para se relacionar, confiar e ser lembrado. Cúmplices, Importantes, Experientes. Logo está tranquilo em relação ao seu apoio social.

Consegue conciliar bem sua grana com necessidades e vontades. Logo está satisfeito com a sua independência.

Possui uma companheira(o) ideal. Que atenda suas expectativas de relacionamento maduro, equilibrado.

Será que com esses itens já não se poderia afirmar que está feliz?

Agora imagine que algum desses itens venha a ruir. Um desemprego inesperado. Uma companheira(o) que se vai. Você não tenderia a achar que tudo vai errado? Acabamos por generalizar e questionar tudo, até mesmo criticando demais a nossas ações ou reações passadas.

Com meus vinte e poucos anos, aprendi que realmente a Felicidade mais me soa como um estado de sentimento, harmonia, do que propriamente essa “coisa” que alguns vivem buscando sem tentar materializar. Apenas repetindo e repetindo como um mantra, sem ter forma, método, plano.

Por isso. Resolvi racionalizar um pouco, sem prejudicar o emocional, afinal sou humano. E penso que a Pirâmide de Maslow é o que melhor traduz essa questão de harmonização, equilíbrio para mim. Podendo alcançar a satisfação e completude que o “estado feliz” dizem oferecer.

Não vou ignorar as outras perspectivas de felicidade que estão mais relacionadas à questão de justificação pela fé, do que pelo sentimento palatável de felicidade como construção cultural. Há muitos indivíduos que acreditam piamente que a justificação de sua própria existência com um sentido ideológico pode saciar, ou melhor, sobrepor todos os exemplos citados por mim, e imaginado por outros como felicidade, tão somente pela fé. Não quero entrar na seara da discussão religiosa por motivos óbvios.

Nota: Esse texto foi vazado mentalmente algumas muitas vezes como insights de minha cabeça hiperativa. Portanto não necessariamente precisa fazer algum sentido. 😀





Apenas deficiência de serotonina?

5 11 2008

56585482(ci.nis.mo)
sm.
1  Fil.  Doutrina filosófica grega que pregrava as vantagens de uma vida simples e natural, valorizava a busca da virtude no autocontrole e autonomia individuais, desprezando convenções sociais

2  Atitude ou ação de quem e cínico; falta de vergonha, impudência; ATREVIMENTO; DESCARAMENTO; DESPUDOR; IMORALIDADE; OBSCENIDADE

[F.: Do gr. kynismós lit. ‘ref. ou semelhante a cão’.]

Fonte: AuleteDIgital

Dada as características óbvias da minha hiperatividade, (ou apenas deficiência metabólica do lobofrontal??), passei a criar controles e métodos que me fazem “pecar” menos diante das pessoas normais (não-mutantes), ou seja, passei a pensar em como me expressar corretamente, como tentar ser claro e conciso no que quero dizer. Como aprendi em certa aula , “… a compreensão é de inteira responsabilidade do emissor…”, logo é um dever meu fazer com que a mensagem seja compreendida. É… mas nem tudo são flores, quantas vezes você percebe que uma pessoa prefere acreditar em sua própria verdade? Tudo bem, filósofos tentam até hoje atribuir uma definição para esse comportamento, ou ponto de vista para alguns outros filósofos.

Descomplicando e voltando ao repente. Muitas vezes temos de assumir a posição de cínico, viver no cinismo para que seja possível seguir adiante. Você sente como se seu dever tivesse sido cumprido. Sim, em uma primeira análise isso é reprovável, mas se você pensar no aspecto livre arbítrio, e respeitar a individualidade alheia e principalmente o convívio com as próprias convicções, você terá sido cínico e desumano por ,em tese, ter “cagado” para o próximo. É, visto dessa forma, a vida é cruel, o mundo é injusto e ele não pára para descermos, go ahead, viva e tente não apenas sobreviver.

Quase nunca a vida é o que fantasiamos, quase sempre estamos errados e só sei que nada sei. Injetemos um pouquinho de serotonina nesse sistema e vamos à luta.

” … não sei onde estou indo, só sei que não estou perdido… aprendi a viver, um dia de cada vez… ”
(Só por hoje – Legião Urbana)





As 83 promessas…

27 10 2008

Caros amigos,

Chegamos ao fim das eleições municipais de 2008, escolhemos o prefeito da nossa cidade maravilhosa para o próximo quadriênio.

Confesso, naturalmente com ironia, que estou tranqüilo em relação ao futuro de nossa cidade, ambos candidatos prometeram acabar os principais problemas de nossa cidade, a famosa (ou famigerada?) Cidade Maravilhosa. Gabeira e Dudu Riquinho prometiam o paraíso para nós. Dudu riquinho com sua enorme tradição (ops…traição) política. Confiava mais no Gabeira, por sua trajetória, por sua humildade em fazer o que é possível. Lógico que não compartilho de todos os pontos de vista do Gabeira, (Aborto, Homossexualidade, Legalização Maconha, etc.) como o prefeito não pode fazer muita coisa relacionada aos temas que considero polêmicos, ou que me desagradam, resolvi confiar nele.

Costumo me lembrar bem das promessas não cumpridas dos candidatos, reconheço um “politiqueiro” pelo “papo de gestor”. Não que gestores não prestem, apenas me aproveitei do esterótipo.

Nota: Me ajudem a riscar os itens que ele por acaso cumprir. Faço questão de admitir minha opinião errada acerca de Eduardo Paes, se daqui a 4 anos ele tiver feito ao menos 35% dessa lista toda aí.

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TRANSPORTE

1. Implantar o bilhete único, que permite ao usuário pegar mais de uma condução pagando só uma tarifa. Mas o sistema terá de se sustentar sozinho. “Não vou subsidiar empresas de ônibus”.

2. Licitar as cerca de 400 linhas de ônibus do município e reorganizar o sistema.

3. Legalizar e licitar as linhas de vans, e regulamentar o transporte complementar.

4. Ajudar o estado a implantar a linha 4 do metrô, da Barra a Botafogo (orçada em R$ 1,2 bilhão). Ajudar o estado a implantar o novo trajeto da linha 2 do metrô, para evitar baldeação no Estácio.

6. Fazer a ligação entre a Barra e os subúrbios de Madureira e Penha, por meio de ônibus articulados, o projeto T-5.

7. Pôr limites de velocidade diferentes à noite em áreas consideradas de risco. Também substituir os pardais por lombadas eletrônicas, visíveis. Sincronizar os sinais de trânsito.

8. Renovar a frota de ônibus para dar acesso aos deficientes.

9. Ajudar a Supervia a adquirir novos trens.

10. Regulamentar os pontos de embarque e desembarque de vans e reduzir a taxa do Darm (Documento de Arrecadação Municipal) das vans.

11. Dar meia-passagem a universitários. Criar passe livre para pessoas com tratamento continuado na rede municipal de saúde.

12. Expandir os postos GNV.

TRIBUTOS

13. Não aumentar o IPTU. Engordar a receita por meio da base de arrecadação.

14. Implantar a nota fiscal eletrônica, que permite acompanhar on line a emissão de comprovantes que geram arrecadação de ISS. O sistema é um meio de aumentar a arrecadação sem subir impostos.

15. Criar parcerias com os governos estadual e federal visando dar incentivos fiscais às empresas que empregarem o deficiente.

16. Reduzir o ISS das áreas de tecnologia, turismo e seguros. Dar benefícios tributários às cooperativas de táxi.

EDUCAÇÃO

17. Acabar com a aprovação automática nas escolas da rede municipal de ensino.

18. Aumentar a rede de creches, triplicando o número de vagas. Oferecer 160 mil vagas nas pré-escolas, colocando todas as crianças de 4 e 5 anos.

19. Usar clubes e áreas afins para atividades extracurriculares de alunos da rede municipal.

20. Instituir aulas de reforço em todas as escolas municipais, contratar mais professores e investir em qualificação e remuneração.

21. Criar o Pró-Técnico, de bolsas em cursos técnicos.

22. Ampliar a rede de vilas olímpicas e criar programas de prevenção às drogas nas escolas.

23. Ampliar o Ônibus da Liberdade (transporte gratuito a alunos).

24. Criar o Fundo Municipal de Apoio à Pesquisa.

LIXO

25. Não levar o aterro sanitário para Paciência.

26. Criar um programa de reciclagem de lixo.

FAVELAS

27. Aproveitar áreas abandonadas ao longo da Av. Brasil para construir unidades habitacionais.

28. Ampliar o PAC das Favelas nos grandes complexos, como Lins e Penha.

29. Continuar o Favela-Bairro, com adaptações para retomar a concepção original.

30. Ampliar os Pousos para fiscalizar construção em favelas. “Não vou permitir novas ocupações”.

31. Para ter o apoio do candidato derrotado do PRB, Marcelo Crivella, prometeu implementar o Cimento Social, com adaptações.

32. Pôr em prática o Plano Municipal de Habitação de Interesse Social, para aplicar R$ 50 milhões, por ano, no financiamento de cem mil casas populares. Os recursos seriam garantidos com a parceria entre estado e União, além do apoio da iniciativa privada.

SAÚDE

33. Ampliar o Programa Saúde da Família, que no Rio, hoje, tem cobertura de apenas 7%. Criar 60 consultórios de Saúde da Família, funcionando em três turnos.

34. Construir 40 Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) 24 horas, com cinco milhões de atendimento por ano, retirando das filas dos hospitais 20 mil pessoas/dia. Méier e Madureira ganharão as primeiras UPAs.

35. Colocar os postos de saúde abrindo às 6h e fechando às 20h, com plantão permanente de clínicos, pediatras e ginecologistas.

36. Criar um gabinete integrado contra a dengue e um plano emergencial de combate ao mosquito. Contratar, logo, 1.850 agentes de saúde para isso. Postos de saúde e todas as unidades de saúde poderão fazer exame de sangue para diagnosticar a doença.

37. Assumir o papel de gestor pleno da saúde no município.

38. Criar um programa de atendimento domiciliar ao idoso. Criar 20 centros de convivência dos idosos. Readequar as instalações dos centros de saúde municipais pondo rampas, elevadores e outras facilidades.

39. Transformar postos de saúde em Clínicas da Família, com pediatria, ginecologia e odontologia.

40. Ampliar o programa Remédio em Casa para pacientes crônicos.

41. Construir o Hospital da Mulher, em Realengo; uma maternidade em Campo Grande, além de reativar a antiga Maternidade Leila Diniz. As gestantes que fizerem seis consultas de pré-natal vão receber um documento garantindo a maternidade onde terão o filho.

42. Construir cinco centros de reabilitação para deficientes.

43. Criar 150 equipes do Programa de Atendimento Domiciliar ao Idoso (PADI) e implantar 20 Lares do Idoso.

44. Criar 50 equipes multidisciplinares nas escolas, com pediatra, ginecologista, oftalmologista, dentista, psicólogo, fonoaudiólogo e assistente social.

45. Converter unidades de saúde do município em Centros de Referência da Saúde da Mulher, com criação de cinco destes centros.

46. Criar o Hospital do Idoso, na Tijuca.

47. Melhorar o Hospital de Acari e o Paulino Werneck (com obras começando em 2009), aumentar o atendimento do Salgado Filho e do PAM do Méier, além de reequipar todos os hospitais municipais, contratando mais médicos e enfermeiros.

48. Criar três centros de referência para obesos.

ORDEM

49. Criar uma Secretaria de Ordem Pública, para o ordenamento e o combate a pequenos delitos. No início, vai priorizar a Tijuca.

50. Criar corredores iluminados nas áreas que concentram bares e restaurantes, como a Lapa. A Guarda Municipal combaterá os flanelinhas.

51. Adaptar os espaços públicos de lazer aos deficientes.

52. Recuperar e conservar a pavimentação das ruas.

53. Iluminar adequadamente as ruas, em particular os acessos aos corredores de transporte público, aos pontos de ônibus e às estações de trem e metrô.

54. Propor à Câmara um novo Plano Diretor.

55. Construir novos abrigos para população de rua.

56. Criar um centro de cidadania em Bangu.

57. Criar um mergulhão sob a linha do trem de Madureira.

58. Adotar o projeto Cidade Limpa, de São Paulo, para limitar a publicidade nas ruas.

CAMELÔS

59. Ordenar, regularizar as áreas em que pode haver camelôs, dar licença e fiscalizar. Mas “a Guarda Municipal não vai bater em camelô”.

APACs

60. Manter as Apacs, com as normas que protegem casarões e prédios de interesse cultural. Serão complementadas com estudos de impacto de vizinhança para construções em áreas adensadas.

ADMINISTRAÇÃO

61. Manter todos os benefícios do governo atual aos servidores municipais, como carta de crédito, plano de saúde, não cobrança da contribuição previdenciária dos inativos, e dar reajuste salarial anual. Não unir a previdência municipal à do estado.

62. Criar um sistema de acompanhamento orçamentário municipal pela sociedade. Discutir o orçamento cidadão, uma versão do orçamento participativo.

63. Instituir a Secretaria municipal da Mulher.

TURISMO E MEIO AMBIENTE

64. Levar saneamento básico a 100% da Zona Oeste em parceria com o governo do estado.

65. Recuperar as praias da Baía de Sepetiba, e as lagoas da Barra e de Jacarepaguá. Dragar os canais. Retomar o projeto Guardiões dos Rios, que contrata mão-de-obra comunitária para atuar na limpeza dos rios da cidade.

66. Implantar o projeto de reflorestamento Guardiões das Matas

67. Articular com investidores privados a construção e a concessão de um centro de convenções no Aterro do Flamengo. Estimular a expansão da rede hoteleira na Barra da Tijuca. Dinamizar o Centro de Convenções da Cidade Nova.

68. Transformar o Porto e o entorno do Maracanã em áreas turísticas. Investir na promoção da cidade no país e no exterior.

69. Transformar Copacabana em capital brasileira do turismo de terceira idade.

70. Captar recursos para despoluir a bacia de Jacarepaguá.

SEGURANÇA

71. Treinar a Guarda Municipal para trabalhar em cooperação com a polícia. A Guarda terá poder de polícia para combater o pequeno delito, terá seu efetivo aumentado e trabalhará 24 horas.

72. Reformular a Guarda Municipal com o fim do regime celetista, e aumento do efetivo, além de redistribuição da força pela cidade (ênfase na Zona Norte).

73. Equipar o efetivo da Guarda Municipal com armas não-letais e rádios de comunicação.

74. Valorizar as subprefeituras e redefinir seus limites de modo que coincidam com as Áreas Integradas de Segurança Pública.

75. Ampliar o programa Bairro Bacana em parceria com o governo do estado, priorizando áreas com alto índice de crimes de rua.

76. Multiplicar o número de câmeras de vigilância nos principais acessos aos pontos turísticos. Criar um corredor de segurança para o turismo.

77. Criar em parceria com o governo do estado uma nova Delegacia de Atendimento ao Idoso em Copacabana.

78. Apoiar iniciativas de combate à homofobia.

CULTURA E ESPORTE

79. Criar o Incentivo Jovem, para identificar iniciativas culturais e esportivas.

80. Criar um parque de lazer em Madureira. Recuperar o Imperator, no Méier.

81. Manter a terceirização da gestão do carnaval, licitando-a.

82. Conceder a Cidade da Música à iniciativa privada.

83. Criar um calendário cultural, tendo, a cada mês, 12 grandes eventos.

Fonte: O Globo





O Tempo

7 10 2008

Como todo indivíduo São deste tempo moderno, me questiono constantemente acerca da duração do tempo, da produtividade de um dia. Penso que se o dia tivesse 48 horas, ainda acreditaria que não seria suficiente para fazer tudo que planejo.

Estamos cristalizados em uma rotina mortal. Acordar, trabalhar, estudar, dormir, acordar, trabalhar, estudar, dormir… Um ciclo interminável. Você reflete e conclui: Estou vivendo de forma sedentária. Preciso praticar algum esporte. Modifica sua agenda na expectativa de alcançar a famigerada qualidade de vida. Quando percebe está novamente incluindo mais uma etapa no seu ciclo, reduzindo seu tempo. Ora, mais que tempo estamos falando então? Pois é. Aí que entra em minha opinião o cerne do problema. TEMPO. Será que tempo é mesmo essa “coisa” que conseguimos medir olhando para ponteiros apressadamente imbecis? Quem não teve a sensação de ter sido extremamente produtivo em apenas alguns instantes e completamente improdutivo durante um dia inteiro?

Há algum tempo tenho procurado sobre formas de se relacionar com o tempo de maneira eficiente, mas percebi que o paradigma convencional é que está errado. Se ficarmos escravos do tempo baseado em 24 horas, das quais dedicamos 8 para dormir (ideal), cerca de 12 para trabalhar nessa vida capitalista agitada, nos restam 4 para fazer as coisas “desregradas”, e esse curto tempo sempre será pouco e jamais trará  a sensação de saciedade.

Algumas visitas à clientes me surpreendem com o nível de experiência que também adquiro, nem sempre vou apenas para “ensinar”, muitas delas saio com um aprendizado. Seja uma nova estrutura organizacional, um novo processo de negócios e também sobre a famosa cultura geral. Esse cliente possuía uma peculiaridade; apesar dos 15 minutos de atraso na reunião, ele parecia em minha primeira análise, irritantemente calmo. Um membro de sua equipe culpou a “mania” dele não usar relógio pelo atraso, então introduzimos o assunto sobre a forma de nos relacionar com o tempo, ele superficialmente citou sobre a sua teoria de Tempo Interno e Tempo Externo. Tempo Cronológico (Externo) e Tempo Kairótico (Interno). Fiquei intrigado, mas bastante motivado pela teoria. Gastei as minhas poucas horas restantes após a faculdade para ler sobre o tema e apesar do pouquíssimo conteúdo encontrado, consegui formular o raciocínio da lógica explicada pelo cliente, que me abriu um novo horizonte e conseqüentemente uma nova perspectiva para o tempo.

Chronos:

Da mitologia grega, era a personificação do tempo. Resumidamente é o que hoje entendemos como o tempo medido, o tempo que todos percebem. Logo entendemos como o tempo externo, ou seja, é o tempo que todos se orientam para programar as atividades durante um espaço de tempo, espaço esse medid

o pelo relógio, calendário, etc. É o tempo de natureza quantitativa.

Kairos:

Também na mitologia grega, é a expressão utilizada para “momento certo”. É a forma como nós expressamos o nosso tempo interno, o momento oportuno para fazermos as nossas coisas. O tempo que julgamos correto para praticarmos determinadas ações. É o tempo de natureza qualitativa.

Então o cerne da questão fica justamente nesse conflito entre o tempo externo e o tempo interno, o quantitativo com o qualitativo. Com a vida moderna ficamos escravos do cronógrafo. Já observaram o como nos tornamos impaciente com um simples elevador? Se ele não aparece 8 segundos após apertarmos o botão, já somos instigados a chamá-lo novamente.

Quer ver uma relação interessante? Quantos de nós utilizamos uma internet lá pelos idos de 1996, quando o UOL cobrava uma pequena fortuna pelo acesso ilimitado, internet banda larga? ha ha nem sonhando. Era modem de 33600 quem tinha tecnologia de ponta, taxas de transferências de 2 ~3 kbps e éramos felizes, aguardávamos pacientemente aquela página carregar. Agora vamos analisar hoje; HSDPA no celular, 1 Mbit em pleno dispositivo móvel e tem gente reclamando. Já teve a experiência de ficar sem banda larga? E correr desesperadamente para aquele acesso dial-up. Sim, procurar aquele cabinho RJ11 para conectar no modem, e invariavelmente tentar lembrar o número de acesso do IG… Putz, era 1500 alguma coisa… caramba… E agora… Pois é. Nossa relação com tempo mudou de mais. Não agüentamos mais um minuto sem coisas que colocamos no nosso cotidiano. Nossa relação com o tempo cronológico, externo virou submissão, parecemos estar fadados a esse círculo vicioso que parece irreversível.

Tenho pensando bastante nisso. Pensado numa forma de aproveitar mais o tempo Kairótico, aproveitar mais o meu timming, sem ser irresponsável com o tempo cronológico que a vida cotidiana me impõe. Mas esse conflito será eterno, tentarei ao máximo usar o tempo interno, quando possível deixarei o relógio afastado.





Begin

16 09 2008

Caros Amigos,

Esta é a minha milésima tentativa de ter um blog. Não que eu não saiba instalar, gerenciar, ou sequer atualizar das milhares de formas possíveis (celular, sms, email, sinal de fumaça, fonado, etc.). Mas simplesmente porque agora admito. Não sou disciplinado para manter uma rotina decente de atualizações.

Também há um fator bastante interessante que está relacionado a meu senso crítico. Penso em tanta coisa para publicar, externar, mas acabo me tolindo por querer avaliar tanto as possibilidades de como soará minhas idéias e opniões.

Enfim. Não sou escritor. Sou mais um indivíduo que tenta conseguir um pouquinho mais de tempo como todos os outros nesse mundo doido atual. Um pouquinho mais de tempo para relaxar, um pouquinho mais de tempo para enrolar aquela tarefa atrasada, um pouquinho mais de tempo para pensar em mim mesmo. Pensar no que eu sou, o que eu quero, e como conseguir isso. Crises de identidade, crises de personalidade, crises de racionalidade. Mundo doido, vida louca.

Bem, esse foi um pequeno e primeiro “vazamento mental”. Talvez isso não tenha tanto sentido para quem lê. (Mas não vou me tolir dessa vez….)

“gardênias e hortências
não facam nada
que me lembre
que a este mundo eu pertença
deixem-me pensar
que tudo não passa
de uma terrível coinscidência”

Paulo Leminski