Tédio Faz mal a saúde

5 12 2011

O artigo “Ah, o tédio” recomenda, como medida terapêutica, que nos desliguemos da Internet para arrefecer, respirar e repensar o rumo. Eu defendo essa bandeira e prego essa filosofia sempre que o assunto aparece em reunião familiar ou roda de bar. Mas a agonienta mensagem que se esgueira no texto é de que a vida offline mostra-se irremediavelmente tediosa! A entrevistada chega a afirmar que, com um celular na mão, “não teremos mais momentos de monotonia nem períodos em que simplesmente não teremos nada para fazer”. Ela declara que a vida tende a ser extremamente penosa se não pudermos, a qualquer momento, postar uma foto, comentar um acidente ou registrar uma visita a um ponto turístico.

Tédio e monotonia nem sequer aparecem entre aspas e ambos (perguntem ao Houaiss!) exprimem um estado de aborrecimento profundo, avizinhando-se da depressão. “Curtir” momentos como esses (curtir? Facebook?) pareceu-me bastante deletério para alguém que precise parar um pouco e, como preferiu usar a diretora da Intel, reinicializar o cérebro para seguir em frente com novo combustível e novas ideias.

Minha avó costumava dizer que “mente vazia é oficina do diabo”. Não vou entrar no mérito de discutir a existência de forças superiores antagônicas e sua influência em nossas vidas. Mas, quem quer que tenha passado por uma tarde em casa com absolutamente nada de prazeroso pra fazer sabe que o tédio age diretamente no corpo, podendo causar alucinações, acessos de loucura ou vontade de comer parede.

Talvez eu deva dar crédito a uma galhofa do repórter em sua tradução das palavras da antropóloga, mas, qualquer que tenha sido a causa da distorção, será necessário perverter a acepção de tédio e transformá-lo em ócio, o dolce far niente, a boa e velha vagabundagem.

No final do último século, o professor Domenico De Masi popularizou o conceito de Ócio Criativo, defendendo que o descanso do trabalho deve estar “associado à criatividade, à liberdade e à arte.” Concordo que é uma bela filosofia, mas o ócio que trago à tona é pouco ou nada criativo. É um momento solene em que celebramos o nada-a-fazer, olhando para o teto, em estado avançado de preguiça caýmmica.

A gama de atividades extra-Google que interessam e satisfazem é extensa. Namorar no sofá, olhar o filho montar um dragão com peças quadradas de monta-tudo, escutar a chuva na varanda, hipnotizar-se com o barulho dos ganchos da rede, esfregar os pés no carpete com um sorriso idiota no rosto (John McClane tinha razão…), ler um livro deitado na cama, afinar o violão (pra um dia aprender a tocar) ou tranquilamente esperar o achocolatado afundar no leite antes de bebê-lo. E, se a sensação de inércia vem me incomodar, simplesmente penso que existe tempo para todas as coisas. Pois que entrem na fila!

Para melhor aproveitamento dessa fórmula, o universo de coisas das quais precisamos nos desligar deve extrapolar a nuvem cibernética. Também compõem o leque preocupações diárias mundanas e qualquer outra chateação oportunista que venha atormentar nosso sofrido juízo. O filho atacou a dentadas o colega na escola? Despluga! Tem festa de criança sexta à noite? Desconecta! A esposa quer ficar o sábado inteiro (com você!) tostando na praia? Relaxa! Lembre-se de que há sempre escolhas. Faça a sua e viva tranquilamente com ela.

Um amigo observou uma vez, com ar de piada, que, nos últimos anos, transformamo-nos em “ciborgues funcionais”. Corretíssimo! Ficamos atrapalhados quando não encontramos no bolso um mapa, um GPS, uma enciclopédia, um dicionário ou um conversor de moedas. É saudável nos darmos momentos de vida “selvagem”, sem gadgets e sem eletrônicos, mas convém tomar cuidado para não sermos tragados pela falácia de que “essa modernidade está destruindo nosso modo de vida”. Facilidades tecnológicas devem, sim, ser usadas sempre que for conveniente, quer por diversão quer para outras necessidades não tão recreativas. E, como falou o velho filósofo chinês, nós precisamos ser os controladores e não os controlados.

Em várias ocasiões, li que, por influência da Internet, a atual geração é dispersa e superficial. Essa questão é um terreno árido de vias cáusticas. Supostos vilões como a eletricidade, o automóvel, a Bossa Nova, o Rock’n Roll, a queima de sutiãs e o movimento gay são ícones de revoluções que mostraram ao mundo a postura que muitas pessoas começaram a querer adotar. E, naturalmente, esses conceitos mostraram-se positivos e aderiram à miríade de opções que farão parte da nossa bagagem de escolhas ao longo de nossa existência.

Se a imersão no ciberespaço preocupa, cabe a nós, assim como fazemos com qualquer outra matéria, evidenciar aos filhos, sobrinhos, professores, amigos e colegas os possíveis efeitos de suas decisões, para que tenham substância e possam trilhar sabiamente seus caminhos.

O medo ancestral de novidades e de suas “nefastas consequências” foi essencial para a sobrevivência da espécie humana mas, na aurora do século XXI, já podemos adaptá-lo para que deixe de ser um entrave. O que falta agora? Vão começar a dizer que eu não posso ter renovação celular artificial e que eu não posso viver para sempre?

Vou xingar muito no Twitter…

(Texto de: David Sant’ Ana – G+)





Favela, a senzala do século XXI – Helio Luz

12 11 2009

Desde que comecei a estudar Direito, alguns assuntos passaram a despertar mais interesse, naturalmente em ciências sociais, os temas são amplos e muito interessantes. Um deles é Segurança Pública, até para entender o funcioanamento do sistema e aplicação da lei penal.

Há cerca de um ano assisti ao excelente documentário Notícias de uma Guerra Particular – Katia Lund e João Moreira Salles, onde o então Chefe de Polícia Civil, Helio Luz aprensentava de forma clara, direta e nua a verdade que nos negamos a ouvir. Negamos e/ou somos condicionados a isso, como a mídia quer. Até pela minha idade, não conhecia muito bem o trabalho realizado e fama de Helio Luz, mas passei a procurar mais informações sobre suas realizações e acabei topando com esse texto, publicado no antigo site do PT, agora fora do ar. Apesar não ter a menor simpatia pelo tal partido, o bom trabalho há de ser reconhecido, eis o texto que merece ser repassado sempre:

A Senzala do Século XXI

Onde, realmente, está o crime organizado? Como podem os desapropriados, explorados e oprimidos se organizarem numa máfia? A questão do estado paralelo foi colocada em evidência por ocasião da morte de um jornalista, com a notícia de que ele foi sequestrado, julgado, condenado e morto por um bando. Isso, no Tribunal, foi considerado estado paralelo e, em cima, a colocação de crime organizado. Acredito que exista o estado paralelo, mas não é isso. A marginalidade não constitui estado paralelo.

A favela é um gueto que substituiu o local da senzala. É a senzala do século XXI, onde se situa a reserva de mão de obra, os negligenciados pelo Estado – reserva mantida pelo sistema de exploração. É aí que vamos tocar na origem da polícia, criada para fazer o controle dessa população. Em 1808, era o controle social dos escravos, agora é o controle dos favelados – os negligenciados.

Falemos do Rio de Janeiro, porque fica mais específico. A tendência aqui é jogar para as áreas de exclusão a prática do crime organizado e o estado paralelo. Estado paralelo é aquele que dá enfrentamento ao Estado e modifica as suas decisões. Aquele bando que existe lá no Morro do Alemão não tinha condição de fazer isso. Eventualmente, uma quadrilha identificou um repórter que atravessava informações. Ela o considerou inimigo e o executou. Assim, fica mais explícita a tendência de jogar para as áreas de exclusão a prática do crime organizado. Ao se falar em Estado paralelo, aqui no Rio de Janeiro, estamos falando, por exemplo, na Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros). Ela, sim, enfrenta e impõe suas decisões ao governo. Ela coloca oito mil ônibus nesta cidade, que não têm capacidade para isso.Todos os poderes do Estado se submetem à sua vontade. Mantém o controle do Metrô e de todo o transporte urbano no Estado do Rio de Janeiro, para fazer sua frota circular, independente de que isso contribua, ou não, para melhor qualidade de vida do cidadão. No Rio de Janeiro é constante o congestionamento, porque fazemos transporte urbano de massa em ônibus, o que é inadmissível numa metrópole.

A Fetranspor sempre atuou com força decisiva dentro da Assembléia Legislativa e nos demais poderes do Estado, inclusive no Poder Judiciário. Também em Brasília ela mostra suas garras. É a esta capacidade de agir que eu chamo poder paralelo. O criminoso comum não tem esta capacidade financeira e de organização.

“Ah! Ele está no tóxico, no narcotráfico, tem muito dinheiro.”

É outra inverdade. O narcotráfico vem sendo usado como senha para fazer o controle social, em todo o país. É simples. Se o pessoal da favela tivesse mesmo o poder e a quantidade de dinheiro que dizem, faria o controle de fora, mas aquele varejista que controla a droga fica na própria favela. Ele nem sabe para que trabalha.

O jogo do bicho está infiltrado em todos os Poderes constituídos!

Um dos crimes organizados no Brasil, não só no Rio de Janeiro, é o jogo do bicho. A definição que temos de crime organizado é: primeiro, ser cartelizado. No Rio de Janeiro, o controle do jogo do bicho na zona oeste é da família do Castor de Andrade, o da área da Tijuca é do Haroldo da Tijuca, em Nilópolis reina o Anísio Abraão Davi, em Niterói são outros.

Segundo: o jogo do bicho existe em nível nacional. O Estado da Bahia dá descarga para a família do Castor de Andrade, o Acre faz a descarga com o Luizinho da Imperatriz, o de Minas Gerais faz a descarga no Anísio, e por aí vai. O jogo é controlado e organizado em nível nacional.

Terceiro: este crime está infiltrado nos poderes constituídos. Ele elege a representação política dele dentro da Assembléia Legislativa, da Câmara dos Deputados e da Câmara dos Vereadores. Banca campanhas voltadas para o Poder Executivo. No geral, ele tem influência em todos os poderes, inclusive no Judiciário. Porém, nos estados do Norte e do Nordeste a miséria é tanta que ele não consegue nem chegar. É uma situação diferenciada, mas no Sudeste e Leste ele tem peso.

É bem visível no Carnaval, a presença do crime organizado no poder constituído: a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), a liga que eles montaram, é a direção do jogo do bicho, do crime organizado. Ela aluga o espaço público, o Sambódromo – a direção do crime organizado é parceira do Estado. Aí está a característica do crime organizado. Nós vamos ver o prefeito do Rio de Janeiro com colete, em que de um lado está escrito Riotur e do outro Liesa. É o crime organizado bancando e organizando o Carnaval do Rio, o maior evento turístico do país!

O jogo do bicho opera com o homicídio, é mantido pelo sangue!

O jogo do bicho não é um negócio inocente. Todo mundo acha que não tem problema nenhum, até a vovozinha joga. Não é isso, não! O jogo do bicho é mantido pelo sangue. Numa área determinada, ninguém faz concorrência, porque no dia seguinte vai ser morto. O jogo do bicho opera com o homicídio, o mais grave dos crimes que existe para o homem.

A desculpa do administrador público incompetente é que o crime organizado está na favela. Favelado não constitui crime organizado, mas bandos. Lógico, tem bando lá no Alemão, no Jacarezinho, mas esse pessoal não é cartelizado.

“Ah ! Tem Comando Vermelho, tem Terceiro Comando!”

Mas eles se engalfinham. Eles se enfrentam permanentemente – diferente dos banqueiros do bicho que não se enfrentam, nem delatam o outro. O Disque Denúncia vive em função da delação que o Terceiro Comando faz do Comando Vermelho e vice-versa. Para justificar a incompetência, eles dizem que os bandidos do Rio de Janeiro estão vinculados com os bandidos de São Paulo.

Só quem não conhece a polícia acredita nisso. Pode, eventualmente, um marginal do Rio ter relação com outro de São Paulo, mas isso não quer dizer que seja um nível de relação de organizações criminosas. Em São Paulo, eles acabaram com a direção do PCC (Primeiro Comando da Capital). Acabou o PCC. Onde está a direção aqui do Rio?

O que acontece no Rio de Janeiro? O chamado crime organizado é mantido pela organização que existe dentro do próprio Estado. É a própria polícia que mantém isso. Uma boa parte da polícia do Rio de Janeiro é corrupta! Essa afirmação não constitui novidade. Basta procurar nos jornais nos últimos três meses. É essa polícia corrupta que mantêm o narcotráfico no Rio de Janeiro. Não só as polícias civil e militar do Rio de Janeiro mantêm os pontos do narcotráfico do Estado, mas também a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal. O aparelho de repressão do Estado do Rio de Janeiro é corrupto de tal forma, que concorre com ele mesmo.

Este é o problema que ninguém quer tocar: o Estado brasileiro é um Estado altamente corrupto! Só este Estado corrupto pode manter o sistema capitalista, porque a corrupção é inerente ao sistema capitalista. Então fica tudo em casa. Essa polícia corrupta não vai tocar no rico, pôr o burguês na cadeia; não vai investigar o dinheiro desviado do Fisco e do Tesouro; tampouco vai investigar o Estado por dentro. É o grande acerto de contas que existe. Quando falo Estado Brasileiro, estou falando de Poder Executivo, governador, prefeito, presidente da República, seus secretários e ministros; do Poder Legislativo, Câmara Federal, Senado, Assembléia Legislativa e Câmaras de Vereadores, Poder judiciário e todos os tribunais.

A função desse Estado é arrecadar dinheiro: uma parte vai para a classe dominante fazer a sua manutenção e o restante é gasto no controle dos negligenciados. Não vê isso quem não quer! Quando a “mídia” fala em crime organizado e estado paralelo nas áreas de exclusão ela está desinformando o
povo. Não é lá que eles estão!

Hélio Luz foi deputado estadual pelo PT na última legislatura, não aceitando renovar sua candidatura. Foi Secretário de segurança do Governo do Estado, prestando inúmeros e corajosos depoimentos sobre a truculência e corrupção no aparato policial.

O artigo é ótimo, porém apenas discordo do ponto em que ele diz “… porque a corrupção é inerente ao sistema capitalista.” Penso que seria mais apropriado dizer que  corrupção é inerente ao PODER. Ser um país socialista não evitaria a disputa de PODER, poderia até nem ser disputa pelo poder econômico, mas ainda existiria disputa em outros poderes. Acredito em neoliberalismo com Estado mínimo, capitalismo sim porque a meritocracia é necessária.





Chato eu? Eles que não entendem de CRM.

7 11 2009

Sim. É uma campanha de um homem só, sem nenhuma influência virtual. Sem forças para lutar contras as “grandes corporações”. Mas farei a minha parte, do boca-a-boca, do “cliente insatisfeito que fala para 20 pessoas”.

O ordenamento juridicou inovou em 1990/1991 com o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078/90), que protegeria a parte mais fraca na relação de consumo. Estabelecendo um dividor de águas nas relações de consumo no Brasil, institutos e iniciativas pioneiras em todo o mundo.  Mas moderno demais para muitas empresas, que ainda insistem em ignorá-lo e acabam cedendo cumprindo sua obrigação apenas no Judiciário. Acontece que apenas 20% das pessoas lesadas buscam seus direitos até o fim, ou sejam, tem a paciência de constituir um advogado, aguardar a data da audiência, perder uma manhã ou tarde de trabalho, para no fim ter o seu direito realizado.

Eu como “chato” que sou, estou apenas fazendo a minha parte no que tange o princípio da “Boa-Fé Objetiva“, ou seja, esperando o dia 16/11 como prometido pela Sra. Elaine da HTC, para ter o meu aparelho em mãos e resolvido. Caso isso não ocorra (anotem aí, o mais provável), darei o OK para o advogado da família dar entrada na Petição Inicial já redigida e pronta para ser distribuída.

Por falar em chato. 😀 Olha eu enchendo o saco da HTC:

Screenshot-01

Screenshot-02

HTC Brasil, não vou parar de lhe encher o saco. De verdade.

O Google vai indexar, eu vou divulgar, todos saberão um dia de como você presta seus serviços. SIM, virou pessoal!





Carta Aberta à HTC Brasil – 2 Capítulo

5 11 2009

Fui surpreendido hoje por uma ligação da HTC.

– Boa tarde Sr. Daniel, sou Elaine da HTC. Estou ligando em decorrencia da sua reclamação via Twitter.

(…)

– Estou me comprometendo pessoalmente em lhe entregar o aparelho até o dia 16/11, quando as peças necessárias chegam para seu aparelho.

– Tem jeito? É isso ou ingressar com ação de obrigação de fazer. Esperar marcar audiência, perder um dia de trabalho para audiência, e lá vai tempo.

Ainda me surpreendo como as empresas em pleno século XI, podem achar que a internet é apenas um advento para dar eficiência aos negócios, pior, para dar suporte à execução deles. Ainda  mais surpreso que uma empresa de tecnologia como a HTC Brasil, tenha uma visão tão arcaica e amadora de tecnologias recentes como Web 2.0 afeta a vida das pessoas, e principalmente a imagem das organizações.

Casos recentes mostram como em questão de minutos um cliente insatisfeito, uma notícia de última hora, “bombam” na internet em sites como Youtube, Twitter, etc. Um cliente insatisfeito pode tranquilamente puxar seu celular, e olha que não precisa ser smartphone, e gravar um vídeo, tirar uma foto e imediatamente posta-la na internet, exibindo para milhões de pessoas e compartilhando o drama, com isso, formando opinião sobre a marca e ou produto.

Bem, sem querer “chover no molhado”, pare nós que vivemos de tecnologias, é bastante simples o conceito e aplicação disso tudo, mas fico realmente indignado quando percebo uma empresa negligenciar a gestão de seus clientes.

E foi exatamente o que acontece com a HTC Brasil, basicamente uma importadora de dispositivos móveis, com uma empresa de assistência técnica contratada e um péssimo serviço de atendimento ao cliente. Façam o teste buscando por HTC Brasil no Twitter. Fazendo uma avaliação como NOVO consumidor, como você avalia os serviços e produtos desta empresa?

E nisso que a HTC e tantas outras empresas precisam fazer para continuar sobrevivendo nesse novo mundo convergente. A terceira onda já passou, e passou levando mudanças a diversos setores como a indústria fonográfica, cinematográfica e tantas outras. Quem não mudar sua forma de pensar e agir, estará fada ao fracasso.

Não é criar um perfil nas diversas redes sociais para “empurrar” notícias aos clientes que as fará uma empresa convergida, mas a sua atenção na manutenção e gestão dos seus clientes.

Não precisa ser um gênio em CRM para analisar o meu caso e perceber a solução menos traumática:

Premissas:

– Cliente insatisfeito e Cliente detrator
– Imagem da empresa sendo negativada na internet
– Cliente tem razão, afinal já se passam mais de 30 dias sem solução.

Soluções Possíveis:

– Enviar um aparelho igual imediatamente para esse cliente.
(Cliente tem o seu problema resolvido, a empresa foi ágil na resposta e o custo seria irrisório)

– Enviar um aparelho mais moderno para esse cliente.
(Cliente tem o seu problema resolvido, a empresa satisfaz e recompensa e o custo é irrisório)

– A empresa pede desculpas, diz que dará prioridade e promete para o dia 16/11 o mesmo aparelho. (Ou seja, exatamente DOIS MESES entre abertura e resolução do problema)
(Cliente tem seu problema resolvido. Não reduziu o dano ao cliente nem a sua imagem.)

Obviamente estou citando um caso concreto, com total parcialidade de julgamento já que é o MEU CASO. Mas convenhamos, aplique um pouquinho de razoabilidade e faça você mesmo o seu julgamento.

Claro, você pode pensar. É fácil falar. Eu trabalho com também com a gestão de clientes, comercializo e suporto um produto onde não tenho margem para deixá-lo ser detratado nem meus clientes insatisfeitos, para isso, utilizo de bom senso e certa liberdade de concessão de benefícios para tratar os danos quando isso acontece. Jesus não agradou a todos, por que teria eu essa pretensão?

Conclusão:

Parece brincadeira, mas é assim que as empresas tratam seus clientes mais fanáticos. Quer dizer, ERA fanático, depois dessa péssima experiência, a HTC é “bonitinho”, “potente” mas não vale o preço que se paga, afinal não tenho suporte prestado a mesma medida do valor que investi. Logo agora que eu já havia praticamente encomendado o modelo novíssimo vindo da Europa. SAMSUNG, me aguarde, estou voltando, era feliz e não sabia como meu i710. Pesquisando valores e locais de compra do Samsung OMNIA II. 😀 A propósito, alguém interessado em comprar um HTC Touch ELFIN ? Vai de brinde com suporte veicular para usa-lo como GPS (iGO 8.3.4 Brazil 2009 e Radares), Bluetooth GPS Receiver, Carregador HTC original para carro.





Carta Aberta à HTC BRASIL – OS:0060025814

29 10 2009

CARTA ABERTA À HTC BRASIL – http://www.htc.com/br

Prezados,

Mais uma vez, venho por meia desta pedir esclarecimento quando a demora na resolução do problema.

Conforme dito anteriormente, por erro do atendente que abriu meu protocolo, foi informado que não necessitava enviar Nota Fiscal juntamente com aparelho. De qualquer forma, dois dias após a retirada do meu aparelho, fui contatado pela transportadora, enviando assim cópia digital da Nota Fiscal do aparelho.

Entrei em contato com a HTC, e fui muito bem atendido pelo André Fiore no dia 25 de Setembro, que me esclareceu e pediu desculpas pelo inconveniente da informação anterior errada. Enviei novamente copia digital da Nota Fiscal para htc.clientes@htc.com e para transportadora michele.catarino@gmcons.com.br no dia 28/10.

Desde que o aparelho chegou a HTC, surpreendentemente somente no dia 09/10 começou de fato a NOVELA. O aparelho fora cadastrado como FORA DE GARANTIA, sendo que na abertura do chamado, informei, numero de nota fiscal, valor, numero de série, data da compra, mas por algum motivo a HTC fez besteira novamente e o produto ficou aguardando APROVAÇÃO DE ORÇAMENTO (????). Liguei novamente reclamando e o status foi alterado para EM GARANTIA. Aí que entra a minha decepção completa e total desconfiança de má fé por parte da autorizada:

O aparelho apresentou defeito no carregamento da bateria. Porém informei que o mesmo carregava no carregador automotivo sem problemas (Original HTC), não precisa ser especialista em eletrônica, para perceber que parece um problema simples. Também informei que efetuei testes com outro carregador e outra bateria, visto que possuo outros dois aparelhos HTC Touch (Elfin) em casa (Pai e Mãe), como o aparelho estaria em tese FORA DE GARANTIA, o orçamento total foi de R$ 699,00 (notem que é mais caro que o valor pago sem qualquer subsídio da operadora em fevereiro de 2009) Como podem 3 peças custar mais caro que um aparelho que recolheu impostos (IPI, ICMS, etc.), embalagem, acessorios (Fone, Carregador, Cartão de Memória, Stylus adicional, Manual, CD)?

Detalhe do orçamento:

1     Peça: 35H00095-00M  Descrição: Battery_LI-ION,1100mAh,3.7V (Bateria)  Qtd: 1*
Sintoma: Não recarrega bateria  Solução: TROCA DA BATERIA  Valor(R$): 0,00

2     Peça: 80H00567-01  Descrição: FRU-SUB ASSY,Bezel w/Touch window, Black,ELF (Painel Frontal)  Qtd: 1*
Sintoma: Perda da pintura ou carcaça com defeito mecânico  Solução: TROCA DO PAINEL FRONTAL  Valor(R$): 0,00

3     Peça: 99HEH077-02  Descrição: PCBA-MAIN BOARD,128MB SDRAM,256MB NandFlash,850,ELFIN (TIM / CLARO)  Qtd: 1*
Sintoma: Não recarrega bateria  Solução: TROCA DA PLACA  Valor(R$): 0,00

Novamente, há de se lembrar. Não precisa ser especialista para entender que um painel frontal, bateria (já testada por mim em casa, carrega normalmente em outros aparelhos e carregadores) estão com problemas. Me soa mais como uma tentativa da Assistência Técnica de elevar o orçamento de um aparelho que estava em tese, FORA DE GARANTIA.

Estou definitivamente cansado da péssima assistência HTC Brasil. Seria o mínimo a se esperar que essa empresa fizesse valer o Código de Defesa do Consumidor, que lhe dá 30 dias para resolução do problemas de produtos EM GARANTIA.

Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.

§ 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:

I – a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso;

II – a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;

III – o abatimento proporcional do preço.

LEI Nº 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990.

Com toda a explicação dada, quero me fazer valer do direito conforme define a lei já citada.

Em tempo, informo que esse email está publicado também em meu blog na internet sob o endereço (https://vazamentomental.wordpress.com/2009/10/29/carta-aberta-a-htc-brasil/) , além de postado no Twittercom as tags (@htcbrasil), como forma de registro de todas as tentativas de resolução do problema de minha parte.

Também fica desde já notificado que aguardarei a resolução do problema, até o dia 05/Novembro. Não havendo manifestação da HTC no sentido de resolver o problema, ingressarei com ação correspondente contra a mesma.

Para que a HTC tenha ciência de todo o processo e consiga localizar todas as informações, seguem todas as informações sobre o atendimento:

HTC TOUCH (ELFIN)
S/N: HT826G607212
IMEI: 356786012990010

OS 43006 – 0060025814
Cd. Coleta 4546

Enviar: Aparelho (Bateria e Carregador)

2009.09.17 – Abertura do Protocolo de Reparo de aparelho em garantia.
2009.09.22 – Aparelho Retirado
2009.09.22 – Marcia (09BRD390000813) – Notificaçao de dnvio do Cartao MicroSD de 4GB por engano.
2009.09.29 – Andreia (09BRD400000954) – Reclamação demora no retorno
2009.10.09 – Cristiano (09BRD410002081) – Reclamação de demora no retorno novamente.
2009.10.19 – Samara (09BRD430000408) – Atendente me Informou que eu precisava aprovar orçamento. Orçamento para aparelho em garantia. NOVAMENTE informei que aparelho está EM GARANTIA. Atendente escalou e pediu para enviar email para simone.santos@grupopicolli.com.br com Nota Fiscal e referenciando que aparelho está em garantia. – FEITO
2009.10.26 – Rodolfo (09BRD440000322) – Posição – Aguardando peças. Não há prazo previsto.
2009.10.29 – Michele – (09BRD440001801) – Posição – Aguardando peças. Não há prazo previso. REGISTRADA NOVA RECLAMAÇÂO


Daniel Neto
email:  daniel.neto@gmail.com





Felicidade… Icso non ecziste!

9 10 2009

O que é felicidade?76314612

Acepções
■ substantivo feminino
1 qualidade ou estado de feliz; estado de uma consciência plenamente satisfeita; satisfação, contentamento, bem-estar
2 boa fortuna; sorte
Ex.: para sua f., o ônibus atrasou, e ele pôde viajar
3 bom êxito; acerto, sucesso
Ex.: f. na escolha de uma profissão

Fonte: Dicionário Houaiss

Pois é, extremamente subjetivo como se pode perceber pela definição do dicionário.

Vivemos nossa caminhada buscando isso, algo subjetivo, eivado de valores íntimos do real sentido de FELICIDADE.

Nos meus “vinte e poucos anos” aprendi a realmente deixar de buscar esse valor tão carente de definição objetiva. Parei de seguir o senso comum e dizer “quero ser feliz”.

Hoje acredito apenas, que felicidade é uma sensação, um estado de perfeita harmonia. Harmonia é o gancho que eu acredito estar ligado à questão da felicidade.

Por exemplo:

Você está bem no seu emprego, pois ganha bem, faz o que gosta, tem perspectivas de crescimento profissional (não estou falando de crescer necessariamente dentro da organização). Logo está satisfeito e na zona de conforto.

Possui amigos para se relacionar, confiar e ser lembrado. Cúmplices, Importantes, Experientes. Logo está tranquilo em relação ao seu apoio social.

Consegue conciliar bem sua grana com necessidades e vontades. Logo está satisfeito com a sua independência.

Possui uma companheira(o) ideal. Que atenda suas expectativas de relacionamento maduro, equilibrado.

Será que com esses itens já não se poderia afirmar que está feliz?

Agora imagine que algum desses itens venha a ruir. Um desemprego inesperado. Uma companheira(o) que se vai. Você não tenderia a achar que tudo vai errado? Acabamos por generalizar e questionar tudo, até mesmo criticando demais a nossas ações ou reações passadas.

Com meus vinte e poucos anos, aprendi que realmente a Felicidade mais me soa como um estado de sentimento, harmonia, do que propriamente essa “coisa” que alguns vivem buscando sem tentar materializar. Apenas repetindo e repetindo como um mantra, sem ter forma, método, plano.

Por isso. Resolvi racionalizar um pouco, sem prejudicar o emocional, afinal sou humano. E penso que a Pirâmide de Maslow é o que melhor traduz essa questão de harmonização, equilíbrio para mim. Podendo alcançar a satisfação e completude que o “estado feliz” dizem oferecer.

Não vou ignorar as outras perspectivas de felicidade que estão mais relacionadas à questão de justificação pela fé, do que pelo sentimento palatável de felicidade como construção cultural. Há muitos indivíduos que acreditam piamente que a justificação de sua própria existência com um sentido ideológico pode saciar, ou melhor, sobrepor todos os exemplos citados por mim, e imaginado por outros como felicidade, tão somente pela fé. Não quero entrar na seara da discussão religiosa por motivos óbvios.

Nota: Esse texto foi vazado mentalmente algumas muitas vezes como insights de minha cabeça hiperativa. Portanto não necessariamente precisa fazer algum sentido. 😀





Fuuuu fuuuuu …. and we be back!

3 03 2009

Assoprando a poeira… tirando as teias dos cantos e colocando tudo em ordem. Estamos de volta com a programação normal.

Bem, voltei de férias… ótimas férias aliás. Precisava realmente disso: 30 Dias distante da loucura cotidiana, do cheiro de cidade, de computador (ok, eu admito, nem tanto tempo.. mas eu fiquei sem internet, já é um progresso…).

A minha vontade de colocar tudo em ordem foi tanta que sobrou até pro meu Funtoo (Gentoo by DRobbins). Ganhou uma recompilação inteira só por prazer de garantir que todas as USE Flags foram verificadas e compiladas com as devidas CHOSTS otimizadas.  (eu sei… ‘nerdisse’ das brabas…)

emerge -e

emerge -e

Foi quase isso que fiz da vida nessas férias. Não excluí nada, mas tentei otimizar tudo com uma forma mais otimista e planejada. Foi bom para pensar no que fazer para alcançar as metas, planos e chegar aos “sonhos”.

Coloquei a leitura em dia, tentando agora manter o ritmo e degustar outras obras, estes foram os livros que li estas férias e recomendo:

1808 - Laurentino Gomes

1808


“Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte
corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de
Portugal e do Brasil.”

Leitura fácil, gostosa e extremamente interessante. A história como não aprendemos na escola, de forma que faz sentido e explica muita coisa de nossa atual sociedade. O ranço cultural da corrupção, da vantagem, do lobby e das benesses do Estado.

Este ganhou destaque entre os meus livros favoritos de estimação.

Nota: Aos interessados em 1808, ele está em uma super promoção no Submarino. R$9,90. Acho que está encalhado, pois como disse alguém (nao me lembro, se citar a fonte eu acerto aqui); “Brasileiro não gosta de se ver retratado…”.

Freakonomics

Freakonomics


Freakonomics: O lado oculto de tudo que nos afeta.

Outro livro fantástico sobre a realidade de fatos vs estímulos. Uma visão da excêntrica economia, como os algumas informações viram senso comum sem que a verdadeira razão dos fatos seja comprovada.

Bem. Profissionalmente consegui reestabelecer novas metas, e ganhar mais ânimo neste mundo em crise e recessão que só não existe para o Lula. (Talvez eu mande a ele os curriculums de amigos que tenho recebido, demitidos “por causa da crise”.)

Por hora é um post pessoal. Não um vazamento como habitual. Tá engatilhado um sobre “Desmistificando o Carnaval de Salvador”… preciso só organizar direitinho o tempo aqui e o enredo completo.

Um abraço.