Tédio Faz mal a saúde

5 12 2011

O artigo “Ah, o tédio” recomenda, como medida terapêutica, que nos desliguemos da Internet para arrefecer, respirar e repensar o rumo. Eu defendo essa bandeira e prego essa filosofia sempre que o assunto aparece em reunião familiar ou roda de bar. Mas a agonienta mensagem que se esgueira no texto é de que a vida offline mostra-se irremediavelmente tediosa! A entrevistada chega a afirmar que, com um celular na mão, “não teremos mais momentos de monotonia nem períodos em que simplesmente não teremos nada para fazer”. Ela declara que a vida tende a ser extremamente penosa se não pudermos, a qualquer momento, postar uma foto, comentar um acidente ou registrar uma visita a um ponto turístico.

Tédio e monotonia nem sequer aparecem entre aspas e ambos (perguntem ao Houaiss!) exprimem um estado de aborrecimento profundo, avizinhando-se da depressão. “Curtir” momentos como esses (curtir? Facebook?) pareceu-me bastante deletério para alguém que precise parar um pouco e, como preferiu usar a diretora da Intel, reinicializar o cérebro para seguir em frente com novo combustível e novas ideias.

Minha avó costumava dizer que “mente vazia é oficina do diabo”. Não vou entrar no mérito de discutir a existência de forças superiores antagônicas e sua influência em nossas vidas. Mas, quem quer que tenha passado por uma tarde em casa com absolutamente nada de prazeroso pra fazer sabe que o tédio age diretamente no corpo, podendo causar alucinações, acessos de loucura ou vontade de comer parede.

Talvez eu deva dar crédito a uma galhofa do repórter em sua tradução das palavras da antropóloga, mas, qualquer que tenha sido a causa da distorção, será necessário perverter a acepção de tédio e transformá-lo em ócio, o dolce far niente, a boa e velha vagabundagem.

No final do último século, o professor Domenico De Masi popularizou o conceito de Ócio Criativo, defendendo que o descanso do trabalho deve estar “associado à criatividade, à liberdade e à arte.” Concordo que é uma bela filosofia, mas o ócio que trago à tona é pouco ou nada criativo. É um momento solene em que celebramos o nada-a-fazer, olhando para o teto, em estado avançado de preguiça caýmmica.

A gama de atividades extra-Google que interessam e satisfazem é extensa. Namorar no sofá, olhar o filho montar um dragão com peças quadradas de monta-tudo, escutar a chuva na varanda, hipnotizar-se com o barulho dos ganchos da rede, esfregar os pés no carpete com um sorriso idiota no rosto (John McClane tinha razão…), ler um livro deitado na cama, afinar o violão (pra um dia aprender a tocar) ou tranquilamente esperar o achocolatado afundar no leite antes de bebê-lo. E, se a sensação de inércia vem me incomodar, simplesmente penso que existe tempo para todas as coisas. Pois que entrem na fila!

Para melhor aproveitamento dessa fórmula, o universo de coisas das quais precisamos nos desligar deve extrapolar a nuvem cibernética. Também compõem o leque preocupações diárias mundanas e qualquer outra chateação oportunista que venha atormentar nosso sofrido juízo. O filho atacou a dentadas o colega na escola? Despluga! Tem festa de criança sexta à noite? Desconecta! A esposa quer ficar o sábado inteiro (com você!) tostando na praia? Relaxa! Lembre-se de que há sempre escolhas. Faça a sua e viva tranquilamente com ela.

Um amigo observou uma vez, com ar de piada, que, nos últimos anos, transformamo-nos em “ciborgues funcionais”. Corretíssimo! Ficamos atrapalhados quando não encontramos no bolso um mapa, um GPS, uma enciclopédia, um dicionário ou um conversor de moedas. É saudável nos darmos momentos de vida “selvagem”, sem gadgets e sem eletrônicos, mas convém tomar cuidado para não sermos tragados pela falácia de que “essa modernidade está destruindo nosso modo de vida”. Facilidades tecnológicas devem, sim, ser usadas sempre que for conveniente, quer por diversão quer para outras necessidades não tão recreativas. E, como falou o velho filósofo chinês, nós precisamos ser os controladores e não os controlados.

Em várias ocasiões, li que, por influência da Internet, a atual geração é dispersa e superficial. Essa questão é um terreno árido de vias cáusticas. Supostos vilões como a eletricidade, o automóvel, a Bossa Nova, o Rock’n Roll, a queima de sutiãs e o movimento gay são ícones de revoluções que mostraram ao mundo a postura que muitas pessoas começaram a querer adotar. E, naturalmente, esses conceitos mostraram-se positivos e aderiram à miríade de opções que farão parte da nossa bagagem de escolhas ao longo de nossa existência.

Se a imersão no ciberespaço preocupa, cabe a nós, assim como fazemos com qualquer outra matéria, evidenciar aos filhos, sobrinhos, professores, amigos e colegas os possíveis efeitos de suas decisões, para que tenham substância e possam trilhar sabiamente seus caminhos.

O medo ancestral de novidades e de suas “nefastas consequências” foi essencial para a sobrevivência da espécie humana mas, na aurora do século XXI, já podemos adaptá-lo para que deixe de ser um entrave. O que falta agora? Vão começar a dizer que eu não posso ter renovação celular artificial e que eu não posso viver para sempre?

Vou xingar muito no Twitter…

(Texto de: David Sant’ Ana – G+)

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[Humor] Limpar a bunda com honorários…

1 03 2011


Aborrecido com a pequenez dos honorários advocatícios (1%) que lhe tocariam (R$ 8,70) em execução de sentença, promovida na 1ª Vara Cível de Cruz Alta (RS), contra o Instituto de Previdência do Estado, o advogado Nedson Pinto Culau (OAB-RS nº 37.814) fez o insólito, em abril de 2006:

Doou o valor para a compra de papel higiênico a ser usado nos banheiros no foro da comarca.

Formalmente, em petição, o advogado referiu que “como é assíduo freqüentador e por vezes necessita utilizar o WC deste Poder, fico consternado com a situação daqueles que não dispõem de papel higiênico para as necessidades básicas, ou simplesmente para secar as mãos”. Concluiu pedindo “que, após a feitura dos cálculos, seja expedido alvará judicial e, se assim a legislação dispõe, em nome da direção do foro, para que mediante esta doação espontânea e gratuita, sejam destinados nossos honorários para a compra deste material que achamos essencial para a população cruzaltense”.

Na época houve uma controvérsia quanto aos cálculos: a verba sucumbencial chegaria a R$ 14,00. (Proc. nº 10300043960).

OBS: Em outras palavras o Advogado quis dizer: “Pega essa porra de esmola e limpa o cú com ela, porque se fosse ao contrário, eu tivesse perdido a ação, com certeza os honorários para a Previdência teriam obedecido os ditames do art. 20 do CPC.”





Carta Aberta à HTC Brasil – Capítulo Final

23 11 2009

Acordo e lembro que já é dia 17, ou seja, já passou o prazo que a tal Elaine da HTC Brasil me deu para resolver o problema do meu telefone enviado para reparo em garantia.

Muito bem, aquele ódio da HTC Brasil novamente me consome e já programo meu dia para iniciar com uma ligação para aquele telefone maldito 4003.0482, afinal nem um 0800 essa empresinha fornece. Depois de digitar mil e uma combinações do atendimento automático, fui atendido:

— Boa Tarde, me chamo Daniel, vocês estão com meu aparelho há dois meses para reparo em garantia, quero saber o status do protocolo número 0060025814.

— Um momento Senhor. (Sinto que a mocinha ficou tensa.)

— Mais um momento Senhor. (lá se vão pelo menos 5 minutos de espera).

— Senhor. Já recebemos as pelas do seu aparelho, porém ainda não há previsão para liberação do aparelho.

— Querida. A tal de ELAINE que disse que manda por aí, me prometeu o aparelho dia 16/11 resolvido, porém hoje é dia 17 e você me diz que não tem PREVISÃO? Sou o cliente mais insatisfeito dessa bosta de empresa e você me diz que não cumpriu o seu prazo e não tem previsão?

— Senhor, infelizmente o posicionamento é esse.

— OK. Lamentável. Gostaria de falar com a tal ELAINE que manda por aí.

— A Sra. Elaine só chega no período da tarde.

— Que luxo. Nada pode ser feito então né?

— Infelizmente não senhor.

Diferente da Elaine da HTC Brasil, eu tive que deixar clientes felizes no período da tarde, então não liguei novamente.

Acordo e agora no dia 18, lembro da triste escolha de possuir um telefone HTC que fica 7 meses na minha mão e 2 meses na Assistência Técnica.

Surpeso ao chegar ao escritório e encontrar uma linda caixinha com meu nome. Remetente: PSI assistência técnica.

Ao abrir, está lá meu HTC Touch, agora mais odiado que nunca. Ele voltou com capinha nova e tela nova. Como disse antes, improvável que tenha sido isso o motivo dele não carregar. Detalhe necessário: Enviei ele com Screen Protector, eles me enviaram SEM o mesmo. Ou seja, sequer são capazes de restitiur direito.

Confesso que tive uma pontinha de esperança que eles tivessem aprendido alguma lição. Cogitei remotamente a possibilidade deles enviarem um aparelho NOVO, ou que me surpreendessem enviando um aparelho mais moderno e assim calando a minha boca, pois eu teria o imenso prazer e entender que foi um caso isolado, que eles estariam buscando a excelência de atendimento. Mas não…

Com essa triste conclusão, eu decidi aproveitar o ensejo e vender o aparelho. Parabéns HTC Brasil por criar e manter um CLIENTE INSATISFEITO como tantos que vocês tem por aí (LINK1 / LINK2 ), parabéns por além de criar e manter, dar continuidade ao péssimo atendimento prestado no Brasil.

Mas foi bom que isso ocorresse justamente agora que eu compraria o HTC Touch HD2. HTC Brasil, você precisa aprender que smartphones são brinquedos de adultos, são brinquedos caros e geralmente adquiridos por pessoas que podem ser formadoras de opinião, não sou eu que vos ensinarei sobre CRM como já disse aqui.

Antes que pudesse concluir meu post, já havia fechado negócio no famigerado HTC Touch, de tão puto dei junto o GPS Receiver Bluetooth, suporte para o carro, carregador para o carro e recuperei o dinheiro gasto no aparelho.

De hoje em diante a HTC Brasil entra para o meu rol de empresas ODIADAS, fazendo companhia à Peugeot.

Lembra do cobiçado HTC Toch HD2 que eu havia encomendado da Europa? Pela bagatela de R$ 2500,00 ? HTC você não verá o meu dinheiro.

Estou topando ir para um modelo até inferior em hardware, mas com a certeza do excelente atendimento que a Samsung sempre me deu na época do i710, assim que meu Omnia II chegar postarei com prazer o review sobre o modelo.





Favela, a senzala do século XXI – Helio Luz

12 11 2009

Desde que comecei a estudar Direito, alguns assuntos passaram a despertar mais interesse, naturalmente em ciências sociais, os temas são amplos e muito interessantes. Um deles é Segurança Pública, até para entender o funcioanamento do sistema e aplicação da lei penal.

Há cerca de um ano assisti ao excelente documentário Notícias de uma Guerra Particular – Katia Lund e João Moreira Salles, onde o então Chefe de Polícia Civil, Helio Luz aprensentava de forma clara, direta e nua a verdade que nos negamos a ouvir. Negamos e/ou somos condicionados a isso, como a mídia quer. Até pela minha idade, não conhecia muito bem o trabalho realizado e fama de Helio Luz, mas passei a procurar mais informações sobre suas realizações e acabei topando com esse texto, publicado no antigo site do PT, agora fora do ar. Apesar não ter a menor simpatia pelo tal partido, o bom trabalho há de ser reconhecido, eis o texto que merece ser repassado sempre:

A Senzala do Século XXI

Onde, realmente, está o crime organizado? Como podem os desapropriados, explorados e oprimidos se organizarem numa máfia? A questão do estado paralelo foi colocada em evidência por ocasião da morte de um jornalista, com a notícia de que ele foi sequestrado, julgado, condenado e morto por um bando. Isso, no Tribunal, foi considerado estado paralelo e, em cima, a colocação de crime organizado. Acredito que exista o estado paralelo, mas não é isso. A marginalidade não constitui estado paralelo.

A favela é um gueto que substituiu o local da senzala. É a senzala do século XXI, onde se situa a reserva de mão de obra, os negligenciados pelo Estado – reserva mantida pelo sistema de exploração. É aí que vamos tocar na origem da polícia, criada para fazer o controle dessa população. Em 1808, era o controle social dos escravos, agora é o controle dos favelados – os negligenciados.

Falemos do Rio de Janeiro, porque fica mais específico. A tendência aqui é jogar para as áreas de exclusão a prática do crime organizado e o estado paralelo. Estado paralelo é aquele que dá enfrentamento ao Estado e modifica as suas decisões. Aquele bando que existe lá no Morro do Alemão não tinha condição de fazer isso. Eventualmente, uma quadrilha identificou um repórter que atravessava informações. Ela o considerou inimigo e o executou. Assim, fica mais explícita a tendência de jogar para as áreas de exclusão a prática do crime organizado. Ao se falar em Estado paralelo, aqui no Rio de Janeiro, estamos falando, por exemplo, na Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros). Ela, sim, enfrenta e impõe suas decisões ao governo. Ela coloca oito mil ônibus nesta cidade, que não têm capacidade para isso.Todos os poderes do Estado se submetem à sua vontade. Mantém o controle do Metrô e de todo o transporte urbano no Estado do Rio de Janeiro, para fazer sua frota circular, independente de que isso contribua, ou não, para melhor qualidade de vida do cidadão. No Rio de Janeiro é constante o congestionamento, porque fazemos transporte urbano de massa em ônibus, o que é inadmissível numa metrópole.

A Fetranspor sempre atuou com força decisiva dentro da Assembléia Legislativa e nos demais poderes do Estado, inclusive no Poder Judiciário. Também em Brasília ela mostra suas garras. É a esta capacidade de agir que eu chamo poder paralelo. O criminoso comum não tem esta capacidade financeira e de organização.

“Ah! Ele está no tóxico, no narcotráfico, tem muito dinheiro.”

É outra inverdade. O narcotráfico vem sendo usado como senha para fazer o controle social, em todo o país. É simples. Se o pessoal da favela tivesse mesmo o poder e a quantidade de dinheiro que dizem, faria o controle de fora, mas aquele varejista que controla a droga fica na própria favela. Ele nem sabe para que trabalha.

O jogo do bicho está infiltrado em todos os Poderes constituídos!

Um dos crimes organizados no Brasil, não só no Rio de Janeiro, é o jogo do bicho. A definição que temos de crime organizado é: primeiro, ser cartelizado. No Rio de Janeiro, o controle do jogo do bicho na zona oeste é da família do Castor de Andrade, o da área da Tijuca é do Haroldo da Tijuca, em Nilópolis reina o Anísio Abraão Davi, em Niterói são outros.

Segundo: o jogo do bicho existe em nível nacional. O Estado da Bahia dá descarga para a família do Castor de Andrade, o Acre faz a descarga com o Luizinho da Imperatriz, o de Minas Gerais faz a descarga no Anísio, e por aí vai. O jogo é controlado e organizado em nível nacional.

Terceiro: este crime está infiltrado nos poderes constituídos. Ele elege a representação política dele dentro da Assembléia Legislativa, da Câmara dos Deputados e da Câmara dos Vereadores. Banca campanhas voltadas para o Poder Executivo. No geral, ele tem influência em todos os poderes, inclusive no Judiciário. Porém, nos estados do Norte e do Nordeste a miséria é tanta que ele não consegue nem chegar. É uma situação diferenciada, mas no Sudeste e Leste ele tem peso.

É bem visível no Carnaval, a presença do crime organizado no poder constituído: a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), a liga que eles montaram, é a direção do jogo do bicho, do crime organizado. Ela aluga o espaço público, o Sambódromo – a direção do crime organizado é parceira do Estado. Aí está a característica do crime organizado. Nós vamos ver o prefeito do Rio de Janeiro com colete, em que de um lado está escrito Riotur e do outro Liesa. É o crime organizado bancando e organizando o Carnaval do Rio, o maior evento turístico do país!

O jogo do bicho opera com o homicídio, é mantido pelo sangue!

O jogo do bicho não é um negócio inocente. Todo mundo acha que não tem problema nenhum, até a vovozinha joga. Não é isso, não! O jogo do bicho é mantido pelo sangue. Numa área determinada, ninguém faz concorrência, porque no dia seguinte vai ser morto. O jogo do bicho opera com o homicídio, o mais grave dos crimes que existe para o homem.

A desculpa do administrador público incompetente é que o crime organizado está na favela. Favelado não constitui crime organizado, mas bandos. Lógico, tem bando lá no Alemão, no Jacarezinho, mas esse pessoal não é cartelizado.

“Ah ! Tem Comando Vermelho, tem Terceiro Comando!”

Mas eles se engalfinham. Eles se enfrentam permanentemente – diferente dos banqueiros do bicho que não se enfrentam, nem delatam o outro. O Disque Denúncia vive em função da delação que o Terceiro Comando faz do Comando Vermelho e vice-versa. Para justificar a incompetência, eles dizem que os bandidos do Rio de Janeiro estão vinculados com os bandidos de São Paulo.

Só quem não conhece a polícia acredita nisso. Pode, eventualmente, um marginal do Rio ter relação com outro de São Paulo, mas isso não quer dizer que seja um nível de relação de organizações criminosas. Em São Paulo, eles acabaram com a direção do PCC (Primeiro Comando da Capital). Acabou o PCC. Onde está a direção aqui do Rio?

O que acontece no Rio de Janeiro? O chamado crime organizado é mantido pela organização que existe dentro do próprio Estado. É a própria polícia que mantém isso. Uma boa parte da polícia do Rio de Janeiro é corrupta! Essa afirmação não constitui novidade. Basta procurar nos jornais nos últimos três meses. É essa polícia corrupta que mantêm o narcotráfico no Rio de Janeiro. Não só as polícias civil e militar do Rio de Janeiro mantêm os pontos do narcotráfico do Estado, mas também a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal. O aparelho de repressão do Estado do Rio de Janeiro é corrupto de tal forma, que concorre com ele mesmo.

Este é o problema que ninguém quer tocar: o Estado brasileiro é um Estado altamente corrupto! Só este Estado corrupto pode manter o sistema capitalista, porque a corrupção é inerente ao sistema capitalista. Então fica tudo em casa. Essa polícia corrupta não vai tocar no rico, pôr o burguês na cadeia; não vai investigar o dinheiro desviado do Fisco e do Tesouro; tampouco vai investigar o Estado por dentro. É o grande acerto de contas que existe. Quando falo Estado Brasileiro, estou falando de Poder Executivo, governador, prefeito, presidente da República, seus secretários e ministros; do Poder Legislativo, Câmara Federal, Senado, Assembléia Legislativa e Câmaras de Vereadores, Poder judiciário e todos os tribunais.

A função desse Estado é arrecadar dinheiro: uma parte vai para a classe dominante fazer a sua manutenção e o restante é gasto no controle dos negligenciados. Não vê isso quem não quer! Quando a “mídia” fala em crime organizado e estado paralelo nas áreas de exclusão ela está desinformando o
povo. Não é lá que eles estão!

Hélio Luz foi deputado estadual pelo PT na última legislatura, não aceitando renovar sua candidatura. Foi Secretário de segurança do Governo do Estado, prestando inúmeros e corajosos depoimentos sobre a truculência e corrupção no aparato policial.

O artigo é ótimo, porém apenas discordo do ponto em que ele diz “… porque a corrupção é inerente ao sistema capitalista.” Penso que seria mais apropriado dizer que  corrupção é inerente ao PODER. Ser um país socialista não evitaria a disputa de PODER, poderia até nem ser disputa pelo poder econômico, mas ainda existiria disputa em outros poderes. Acredito em neoliberalismo com Estado mínimo, capitalismo sim porque a meritocracia é necessária.





Chato eu? Eles que não entendem de CRM.

7 11 2009

Sim. É uma campanha de um homem só, sem nenhuma influência virtual. Sem forças para lutar contras as “grandes corporações”. Mas farei a minha parte, do boca-a-boca, do “cliente insatisfeito que fala para 20 pessoas”.

O ordenamento juridicou inovou em 1990/1991 com o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078/90), que protegeria a parte mais fraca na relação de consumo. Estabelecendo um dividor de águas nas relações de consumo no Brasil, institutos e iniciativas pioneiras em todo o mundo.  Mas moderno demais para muitas empresas, que ainda insistem em ignorá-lo e acabam cedendo cumprindo sua obrigação apenas no Judiciário. Acontece que apenas 20% das pessoas lesadas buscam seus direitos até o fim, ou sejam, tem a paciência de constituir um advogado, aguardar a data da audiência, perder uma manhã ou tarde de trabalho, para no fim ter o seu direito realizado.

Eu como “chato” que sou, estou apenas fazendo a minha parte no que tange o princípio da “Boa-Fé Objetiva“, ou seja, esperando o dia 16/11 como prometido pela Sra. Elaine da HTC, para ter o meu aparelho em mãos e resolvido. Caso isso não ocorra (anotem aí, o mais provável), darei o OK para o advogado da família dar entrada na Petição Inicial já redigida e pronta para ser distribuída.

Por falar em chato. 😀 Olha eu enchendo o saco da HTC:

Screenshot-01

Screenshot-02

HTC Brasil, não vou parar de lhe encher o saco. De verdade.

O Google vai indexar, eu vou divulgar, todos saberão um dia de como você presta seus serviços. SIM, virou pessoal!





A voz do Povo é a Voz de Deus!

5 11 2009

Taí o que tudo mundo já sabe!

Alias, tentem o Google Também. 😀 Triste HTC

Pesquisa de @htcbrasil no Twitter

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Carta Aberta à HTC Brasil – 2 Capítulo

5 11 2009

Fui surpreendido hoje por uma ligação da HTC.

– Boa tarde Sr. Daniel, sou Elaine da HTC. Estou ligando em decorrencia da sua reclamação via Twitter.

(…)

– Estou me comprometendo pessoalmente em lhe entregar o aparelho até o dia 16/11, quando as peças necessárias chegam para seu aparelho.

– Tem jeito? É isso ou ingressar com ação de obrigação de fazer. Esperar marcar audiência, perder um dia de trabalho para audiência, e lá vai tempo.

Ainda me surpreendo como as empresas em pleno século XI, podem achar que a internet é apenas um advento para dar eficiência aos negócios, pior, para dar suporte à execução deles. Ainda  mais surpreso que uma empresa de tecnologia como a HTC Brasil, tenha uma visão tão arcaica e amadora de tecnologias recentes como Web 2.0 afeta a vida das pessoas, e principalmente a imagem das organizações.

Casos recentes mostram como em questão de minutos um cliente insatisfeito, uma notícia de última hora, “bombam” na internet em sites como Youtube, Twitter, etc. Um cliente insatisfeito pode tranquilamente puxar seu celular, e olha que não precisa ser smartphone, e gravar um vídeo, tirar uma foto e imediatamente posta-la na internet, exibindo para milhões de pessoas e compartilhando o drama, com isso, formando opinião sobre a marca e ou produto.

Bem, sem querer “chover no molhado”, pare nós que vivemos de tecnologias, é bastante simples o conceito e aplicação disso tudo, mas fico realmente indignado quando percebo uma empresa negligenciar a gestão de seus clientes.

E foi exatamente o que acontece com a HTC Brasil, basicamente uma importadora de dispositivos móveis, com uma empresa de assistência técnica contratada e um péssimo serviço de atendimento ao cliente. Façam o teste buscando por HTC Brasil no Twitter. Fazendo uma avaliação como NOVO consumidor, como você avalia os serviços e produtos desta empresa?

E nisso que a HTC e tantas outras empresas precisam fazer para continuar sobrevivendo nesse novo mundo convergente. A terceira onda já passou, e passou levando mudanças a diversos setores como a indústria fonográfica, cinematográfica e tantas outras. Quem não mudar sua forma de pensar e agir, estará fada ao fracasso.

Não é criar um perfil nas diversas redes sociais para “empurrar” notícias aos clientes que as fará uma empresa convergida, mas a sua atenção na manutenção e gestão dos seus clientes.

Não precisa ser um gênio em CRM para analisar o meu caso e perceber a solução menos traumática:

Premissas:

– Cliente insatisfeito e Cliente detrator
– Imagem da empresa sendo negativada na internet
– Cliente tem razão, afinal já se passam mais de 30 dias sem solução.

Soluções Possíveis:

– Enviar um aparelho igual imediatamente para esse cliente.
(Cliente tem o seu problema resolvido, a empresa foi ágil na resposta e o custo seria irrisório)

– Enviar um aparelho mais moderno para esse cliente.
(Cliente tem o seu problema resolvido, a empresa satisfaz e recompensa e o custo é irrisório)

– A empresa pede desculpas, diz que dará prioridade e promete para o dia 16/11 o mesmo aparelho. (Ou seja, exatamente DOIS MESES entre abertura e resolução do problema)
(Cliente tem seu problema resolvido. Não reduziu o dano ao cliente nem a sua imagem.)

Obviamente estou citando um caso concreto, com total parcialidade de julgamento já que é o MEU CASO. Mas convenhamos, aplique um pouquinho de razoabilidade e faça você mesmo o seu julgamento.

Claro, você pode pensar. É fácil falar. Eu trabalho com também com a gestão de clientes, comercializo e suporto um produto onde não tenho margem para deixá-lo ser detratado nem meus clientes insatisfeitos, para isso, utilizo de bom senso e certa liberdade de concessão de benefícios para tratar os danos quando isso acontece. Jesus não agradou a todos, por que teria eu essa pretensão?

Conclusão:

Parece brincadeira, mas é assim que as empresas tratam seus clientes mais fanáticos. Quer dizer, ERA fanático, depois dessa péssima experiência, a HTC é “bonitinho”, “potente” mas não vale o preço que se paga, afinal não tenho suporte prestado a mesma medida do valor que investi. Logo agora que eu já havia praticamente encomendado o modelo novíssimo vindo da Europa. SAMSUNG, me aguarde, estou voltando, era feliz e não sabia como meu i710. Pesquisando valores e locais de compra do Samsung OMNIA II. 😀 A propósito, alguém interessado em comprar um HTC Touch ELFIN ? Vai de brinde com suporte veicular para usa-lo como GPS (iGO 8.3.4 Brazil 2009 e Radares), Bluetooth GPS Receiver, Carregador HTC original para carro.